segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Óleo ou Graxa na corrente?


Essa dúvida certamente é a mesma de muitos outros motociclistas, que se deparam no dilema de como lubrificar a corrente do equipamento da maneira ideal e correta. Quem utiliza óleo, sempre tem dor de cabeça com a limpeza da motoca, que fica com a roda traseira repleta de pingos e manchas. Se a opção é a graxa, em pouco tempo o problema passa a ser o acumulo de sujeira na corrente. “O que deve ser salientado desde o início é que não há como manter a roda limpa quando se passa óleo na corrente”, Mas é preferível limpar a moto a cada semana a ter que gastar muito mais dinheiro com manutenção,A dica para quem prefere óleo é não exagerar na aplicação do produto e dar preferência ao óleo 90, que é bastante viscoso e ideal para a lubrificação, Mas antes de passá-lo, é recomendável lavar a corrente com querosene, a fim de tirar o óleo velho e as demais impurezas que ficam concentradas,

Um spray, no entanto, surge como a salvação para aqueles que realmente detestam ver a roda suja, e representa também o que existe de melhor no mercado. “O ‘Chain Lub’ foi projetado para a aplicação em correntes. Ele é muito bom porque gruda na corrente; e esse não suja. O porém está no seu preço, em torno de 50 reais, bem elevado no comparativo com os demais tipos de lubrificantes. o excesso de óleo na corrente, pode gerar alguns imprevistos. “Além de sujar ainda mais a roda, o excedente pode pegar no pneu e aumentar o risco de queda do motociclista. Outro detalhe é que o óleo pode entrar no pinhão — a peça que transfere a força do motor para a roda traseira —, dando a impressão de que ele esteja com vazamento”.

Quanto ao uso de graxa, a recomendada é a náutica. “Ela é boa também. É branca e não sai com água, mas acumula sujeira, especialmente areia. Neste caso, a dica é a mesma para quem opta pelo óleo: lavar a corrente uma vez por semana”. Os grãos de areia e demais tipos de partículas sólidas podem causar sérios danos, como problema no rolamento de roda, pinhão e rolamento do eixo secundário. “Um conjunto de relação custa muito caro, portanto, sai muito mais barato dar atenção às limpezas”, volto a destacar. Todas as fabricantes de moto recomendam que a corrente seja lubrificada a cada 400 km. Contudo em especial aqueles que dependem do uso diário do veículo de duas rodas devem criar o hábito de aplicar um pouco de óleo em cada dia pela manhã. Com isso, a vida útil da corrente será prolongada.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Como escolher o Pneu


Como escolher o pneu!! É comum os pneus não durarem nada, quebrarem os gomos ou não darem a correta tração no barro e os pilotos saírem por ai dizendo que o pneu é ruim e não vale nada.
O que acontece é que cada pneu é feito para um tipo de terreno e se não for corretamente utilizado ele não terá o desempenho esperado. Pneus mais macios com os gomos mais espaçados são para serem utilizados em superfícies menos consistentes como lama e areia. Se for utilizado em pisos duros ele poderá quebrar os gomos e terá menos tração por que a área em contato com o solo será menor. Este tipo de pneu quando gira provoca a expulsão da lama mantendo a tração mesmo em situações bastante adversas.
Pneus mais duros possuem os gomos mais próximos para terem maior área de contato e resistência, Se forem utilizados em lama, por exemplo, ficará liso por que a lama não irá se desprender do pneu adequadamente. Algumas marcas de pneu possuem uma camada de borracha mais dura por fora para resistir melhor ao desgaste e na parte interna dos gomos uma borracha mais maleável para tornar os gomos mais difíceis de quebrar.
Se você vai comprar um pneu para fazer suas trilhinhas procure um de uso mais geral (do meio da tabela) que irá se adaptar aos diversos tipos de terrenos que existem na sua região, e observe a estação do ano para não comprar um pneu para terra dura/cascalho na época de chuva. Verifique as medidas do pneu para sua motocicleta, basicamente são o aro (traseiros 17”, 18”, 19”, e dianteiro 21”) a largura e a altura. Você já deve ter percebido que existem pneus que o aro fica mais próximo do chão, ou seja é um pneu mais baixo que dá maior estabilidade a moto e outras que o pneu é mais alto, protege melhor o aro e evita furos por ter a câmara mascada. A calibragem deve ser conferida sempre antes de sair com a moto, com os pneus frios. Ela varia com o seu peso, estilo de pilotagem, terreno, pneu e sua moto. Para terreno seco e duro deve ser por volta de 14 Lbs, caso tenha muitas pedras diminua a velocidade ou use uma pressão maior para evitar que fure sua câmara. Na chuva 11-10 Lbs. Algumas montadoras como a Honda recomendam a mesma pressão para os pneus dianteiros e traseiros(14 Lbs no caso da CR) ou pode haver uma pequena diferença entre os dois dependendo da sensibilidade do piloto.
Os spray para reparo instantâneo de pneus só funcionam em caso de furos pequenos. Se você andou com o pneu vazio é capaz de não funcionar. Sempre vale a pena ter um às mãos. Eles já me salvaram muitas vezes. Leia as instruções no rótulo e se o pneu não voltar a esvaziar no dia seguinte o furo estará remendado por algum tempo. Eu digo por algum tempo por que o spray veda o furo entupindo-o e mais cedo ou mais tarde acabará vazando pelo buraquinho que ainda estará lá. Os pneus desempenham uma função essencial para o trail, o atrito entre a moto e o solo, para melhorar esse atrito, saiba mais sobre os pneus: 1. Pneus de cravos baixos e próximos- normalmente esse tipo de pneus são colocados pela fábrica em motos trail, eles são indicados a 60% ao uso off-road e 40% para o uso street/on-road. São desaconselhados para o uso em trilhas, pois qualquer piso um pouco molhado, irá cobrir totalmente os pequenos cravos, e ainda mais tão próximos. Por isso, se você usa sua moto apenas para trilhas, dispense esse tipo de pneu. 2. Pneus de cravos baixos e longes- são os pneus indicados para o uso em piso seco ou molhado com irregularidades(buracos, valas...), porém, se torna ruim em trilhas com atoleiros fundos ou pisos muito movediços ou escorregadios(brejos, argila, lama), esse tipo de pneu é de pouca comercialização, mas a Pirelli e Michellin fabricam. 3. Pneus de cravos altos e próximos- são os pneus mais usados pelos trilheiros, foram feitos para pisos com pouca deformação, molhado ou seco, enfrentam lameiros com facilidade mas perdem a eficiência rapidamente, pois a lama cobre os cravos com facilidade, por serem próximos, a grande vantagem desse pneu é a performance em terra abatida, onde os cravos próximos não atrapalham na estabilidade da moto com o piso. 4. Pneus de cravos altos e longes- totalmente indicados para trilhas de grande percurso em atoleiros, brejos, argila, possui uma tração eficaz em qualquer tipo de terreno molhado e movediço, o grande problema desse tipo de pneu é a pouca aderência em terra abatida, sendo desaconselhado para trilhas de média e alta. Em trilhas com grande problemas de piso(buracos, lameiros, brejos, erosões..como descrito acima) é o pneu ideal.

domingo, 9 de agosto de 2009

Canelinha quase pronta para o Mundial

O circuito brasileiro que receberá o Mundial de Motocross deverá estar pronto em dez dias. Esta é a previsão do consultor de pistas da Youthstream, Justin Barclay, que coordena os trabalhos no mótodromo de Canelinha, SC. Ele faz apenas uma ressalva.

- Se o tempo ficar muito ruim, pode atrasar um pouco -

A pista de Canelinha está sendo totalmente remodelada para receber a Grande Final do Mundial de Motocross, que volta ao Brasil depois de dez anos. A prova acontece nos dias 12 e 13 de setembro e irá contar com os maiores nomes do esporte na atualidade.

Tratores, escavadeiras e caminhões trabalham em tempo integral para deixar a pista pronta para receber os competidores. Toda a parte baixa do circuito, incluindo a área de largada, já foi concluída, assim como o lago que ficará no meio do circuito e possui 250 mil litros de água.

Agora, a equipe trabalha nas vias de acesso ao motódromo e também na montagem dos obstáculos na área que será destinada ao público. Além de Justin Barclay, estão acompanhando os trabalhos de remodelação do motódromo o gerente do Grupo LANCE! Rafael Rocha, o piloto Richard Berois e o presidente da Federação Catarinense de Motociclismo (FCM), Kiko Cidade.

- Trazer uma etapa do Mundial de Motocross para o Brasil é muito importante sob uma série de aspectos. Um deles é que, agora, os pilotos nacionais sabem que terão uma pista de nível internacional para se preparar para as competições no exterior - comentou Rafael.

O motódromo de Canelinha é um dos mais tradicionais do Brasil, tendo recebido dezenas de provas do Campeonato Brasileiro nos últimos anos. A cidade é uma das mais apaixonadas pelo esporte e está toda preparada para receber a competição. O motódromo Arthur Jachowicz está sendo totalmente reformulado.

- Dá uma dor no coração ver as máquinas destruindo um circuito que tem tanta história no motocross nacional mas não tenho nenhuma dúvida que o Barclay sabe o que está fazendo. Ele começou a montar um triplo em subida que será, com certeza, um dos mais impressionantes da nova pista - destacou Kiko.

O Honda GP do Brasil é patrocinado pela Honda, com o apoio do Governo do Estado de Santa Catarina, além de contar com a parceria de midia do Grupo RBS. O evento é realizado pelo Grupo LANCE! em parceria com a Youthstream e supervisionado pela FIM-Federação Internacional de Motociclismo, Confederação Brasileira de Motociclismo e pela Federação Catarinense de Motociclismo.